10 informações que você nunca deve compartilhar com uma IA

Dados sensíveis, pessoais, financeiros ou profissionais exigem cuidado para evitar exposição e prejuízos em caso de acessos indevidos ou uso inadequado.

Por Izabel Duva Rapoport 4 ago 2026, 21h00
Fichas de catálogo amareladas, com abas de identificação e letras manuscritas, organizadas em uma gaveta escura de arquivo, vistas em perspectiva diagonal
 (George Diama/Unsplash)
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Sistemas de inteligência artificial como ChatGPT, Claude e Gemini ajudam a escrever textos, resumir documentos, organizar tarefas, traduzir conteúdos e até tirar dúvidas sobre os mais diversos assuntos. Mas isso não significa que está tudo liberado. Assim como acontece em aplicativos, redes sociais e serviços em nuvem, também é importante ter cuidado e saber quais informações devem permanecer privadas.

Não por acaso, leis como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e políticas organizacionais de cibersegurança e privacidade reforçam as boas práticas de uso da tecnologia, que inclui o não compartilhamento de dados sensíveis, pessoais, financeiros e profissionais. A seguir, confira 10 informações que nunca devem ser enviadas à IA, entenda as razões e saiba aproveitar a ferramenta com mais segurança e tranquilidade.

Senhas e códigos de autenticação

Aplicativos autenticadores, senhas de e-mail, redes sociais, códigos de verificação enviados por SMS, respostas para resgate de senha, PINs, entre outros, são dados que, em mãos erradas, podem causar prejuízos ou vazamento de informações pessoais. Mesmo que a sua dúvida seja relacionada a isso. Nesses casos, basta descrever a situação sem revelar as credenciais reais.

Dados bancários e financeiros

Número completo do cartão de crédito, código de segurança (CVV), senhas bancárias, dados de acesso à internet banking e valores de investimentos são dados que não devem ser compartilhados. Mesmo quando o objetivo é receber orientação financeira, vale a pena substituir informações reais por exemplos fictícios.

Documentos pessoais

CPF, RG, CNH, passaporte, título de eleitor e outros documentos podem ser usados em tentativas de fraude e roubo de identidade.

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Além dos números, as fotos também merecem atenção, principalmente quando estão legíveis. A dica é remover ou ocultar informações que identifiquem o usuário antes de compartilhar qualquer imagem.

Informações médicas sensíveis

Resultados de exames, diagnósticos, receitas médicas e históricos de saúde fazem parte da categoria de dados sensíveis. A IA pode ajudar a explicar termos médicos ou esclarecer dúvidas gerais, mas isso não significa que seja necessário compartilhar documentos completos com informações pessoais. Para pedir ajuda sobre um laudo, por exemplo, o ideal é excluir todo o cabeçalho e outros identificadores.

Dados confidenciais de empresa

Planos estratégicos, contratos, propostas comerciais, listas de clientes, relatórios financeiros internos e documentos protegidos por acordos de confidencialidade (NDA) não devem ser enviados para plataformas de IA sem autorização da empresa. Inclusive, em muitas organizações existem políticas específicas que regulamentam o uso dessas ferramentas. O importante é seguir as orientações em ambiente corporativo e anonimizar os documentos antes de utilizar a IA.

Chaves de API, tokens e credenciais de sistemas

Quem trabalha com tecnologia costuma utilizar chaves de API, tokens de autenticação e arquivos de configuração durante o desenvolvimento de sistemas. Essas credenciais permitem acesso a plataformas, bancos de dados e serviços online. Caso sejam expostas, podem gerar prejuízos financeiros e comprometer a segurança de aplicações inteiras. Por isso, em eventuais pedidos de revisão de código, vale remover todas as credenciais e substitui-las por exemplos fictícios.

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Informações pessoais de terceiros

Nem sempre isso é lembrado, mas os dados de outras pessoas também merecem proteção. Endereços, telefones, documentos, fotos, conversas privadas ou informações profissionais de terceiros não devem ser compartilhados sem autorização. Além da questão ética, essa prática pode contrariar a LGPD. Caso seja necessário explicar uma situação que envolva outra pessoa, a recomendação é utilizar nomes fictícios e eliminar qualquer informação que permita identificá-la.

Fotos que revelam mais do que parece

Uma imagem pode conter muito mais informações do que se imagina. Fotos de documentos, crachás, telas de computador, passagens aéreas, cartões de embarque, etiquetas de encomendas e até ambientes de trabalho ou portões de escola podem revelar dados pessoais, códigos de acesso ou informações estratégicas. Em alguns casos, os próprios metadados das imagens também podem indicar localização, data e dispositivo utilizado. Nesse contexto, é fundamental observar cuidadosamente cada detalhe da imagem.

Dados de localização em tempo real

Endereço residencial, localização em tempo real, rotina diária e informações sobre viagens podem ser utilizadas para traçar hábitos ou facilitar golpes. Para buscar recomendações sobre um bairro ou cidade, por exemplo, é válido informar apenas a região, sem divulgar endereço completo.

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Qualquer informação que causaria problemas se fosse divulgada

Projetos inéditos, ideias de trabalho, negociações, documentos jurídicos, informações familiares e conteúdos que tenham valor pessoal ou profissional entram nesse tópico. Para evitar problemas, uma dica é sempre se perguntar antes de enviar: “eu ficaria tranquilo se essa informação fosse vista por outra pessoa?”. Se a resposta for “não”, talvez seja melhor não passar para frente.

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